O crime ocorreu há 27 anos no Mercado Modelo, depois de uma possível discussão entre os dois açougueiros.
Santarém - No último julgamento da 10ª Vara Penal de 2011, nesta quinta-feira (15), o réu Pedro José Veras Rocha, hoje com 57 anos, marchante e que se encontra preso na penitenciária de Sobral/CE - onde cumpre pena de 8 anos por outro assassinato e não compareceu ao julgamento - acabou sendo condenado a mais 14 anos de reclusão em regime fechado, pena aplicada pelo juiz Gérson Marra Gomes, pela morte (em 01 de junho de 1984) do açougueiro Rafael Alencar Lima da Costa, à época com 33 anos.Os jurados acompanharam o posicionamento do promotor público Adleer Calderaro Sirotheau, que pediu a condenação de Veras pelo crime de homicídio qualificado. O advogado do réu, que veio do nordeste, Alexandre Portela Cardoso, alegou que não há nenhuma prova contunde nos autos que indique ter sido Veras o autor do crime. Para ele, houve uma sucessão de erros da Polícia que chegou ao nome de Veras, já que seu cliente afirma categoricamente que nunca esteve no Pará. Assim, pediu que fosse absolvido por negativa de autoria, ou ainda que, caso fosse condenado, não fosse por homicídio qualificado, para ter uma pena menor, mas não convenceu os jurados.
O crime ocorreu há 27 anos no Mercado Modelo, depois de uma possível discussão entre os dois açougueiros que trabalhavam naquele mercado, mas ninguém soube explicar as causas do crime, que só não prescreveu porque a Sentença de Pronúncia (aquela que remete o caso ao Júri Popular) foi prolatada em 2002, dois anos antes de sua prescrição. Veras está preso por este processo, pelo qual respondeu como foragido.
Diplomas e recesso - A última sessão do ano começou com a entrega de diplomas dos 25 jurados da última turma de 2011. O tribunal do Júri volta a se reunir só no dia 10 de janeiro de 2012, pois a partir de terça-feira (20), tem início o período de recesso no Fórum de Justiça. Durante 18 dias o Judiciário em todo o Brasil não funciona, apenas em regime de plantão.