terça-feira, 30 de agosto de 2011

Santarém - Taxista estava com mais de mil reais, diz delegado

Santarém - Os familiares do taxista José Maria Sampaio, assassinado na segunda-feira (22), foram ontem a Seccional de Polícia Civil em busca de informações atualizadas sobre o caso. Eles não quiseram gravar entrevista, mas o delegado Nelson Silva explicou que as investigações seguem e várias equipes estão trabalhando juntas para encontrar mais pistas que levem aos autores do crime.

O carro do taxista deve ser liberado para a família ainda esta semana. De acordo com o delegado, a linha de investigação é latrocínio, pois há informações de que José Maria estava com mais de R$ 1.000,00 em dinheiro.

“O dinheiro foi levado, todo o dinheiro que ele possuía foi levado, então temos algumas informações que ele possuía também um valor de uma prestação do seu veículo e isso fez com quer os indivíduos também, talvez até por isso tenham cometido o crime.” Ressalta o delgado Nelson Silva.

Relembre alguns casos

Francion Ferreira de Sousa de 30 anos foi vítima de bandidos. Os passageiros que ele transportava se envolveram em uma briga em uma casa de shows e ao pegar o taxi, foram seguidos por integrantes de uma gangue, durante a perseguição houve tiroteio, o taxista foi atingido e morreu. A polícia prendeu dois envolvidos neste crime, mas Lauro Pereira da Silva o índio, continua foragido.
Os pais de Fancion sentem que falta um pedaço na família.

“Enquanto nós viver, a família, nós não vamos mais ficar cheio, porque falta um pedaço da gente. Não é só eu e a mãe dele não, é a família inteira.” Afirma emocionado o pai, Geraldo Fernandes.
Sidney de Oliveira que é taxista há 3 anos poderia ter largado a profissão por medo de trabalhar, mas não desistiu nem mesmo após a morte do pai, Francisco Barbosa de Oliveira de 61 anos, que foi assassinado por assaltantes depois de pegar uma corrida em direção a Serra do Piquiatuba, na BR-163 no ano de 2009.“Muita gente quis que eu parasse, mas não, foi uma coisa assim que trouxe sustento pra nossa família e eu continuei.” Conta o filho de Francisco Barbosa.


A esposa de Francisco até hoje não superou a perda e fica com receio do filho seguir a mesma profissão que o pai.

“Eu tenho muito medo, o meu filho que trabalha né? É muito difícil.” Afirma a esposa, Maria de Oliveira.

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